
Colin Higgins
Colin Higgins (1941–1988) foi um influente roteirista, diretor e produtor franco-americano, figura central da "Nova Hollywood". Nascido na Nova Caledônia e criado na Austrália e nos EUA, ele se destacou por criar narrativas que desafiavam normas sociais através de um otimismo rebelde. Sua carreira, embora curta, deixou uma marca indelével no cinema mundial ao dar voz a personagens excêntricos e marginalizados.
Formação e Carreira Internacional
Higgins estudou na Universidade de Stanford e, posteriormente, obteve seu mestrado em Belas Artes (MFA) pela UCLA Film School. Sua carreira internacional foi marcada por um trânsito multicultural; nascido na Nova Caledônia, ele trouxe uma perspectiva global para o cinema americano. Rapidamente ascendeu de estudante de cinema a um dos roteiristas mais cobiçados de Hollywood, dirigindo sucessos que dominaram as bilheterias mundiais nos anos 1980.
A escrita de Colin Higgins
O estilo de Higgins é marcado pela comédia de costumes entrelaçada com temas existenciais profundos. Ele possuía a habilidade rara de transformar críticas ácidas ao sistema em entretenimento de massa. Entre suas obras mais relevantes como roteirista ou diretor, destacam-se Golpe Sujo (1978), Como Eliminar seu Chefe (1980) e A Melhor Casa Suspeita do Texas (1982).
Educação e Legado
Formado pela UCLA Film School, Higgins utilizou sua formação acadêmica para subverter as fórmulas tradicionais de Hollywood. Após sua morte precoce em decorrência de complicações da aids, seu legado foi perpetuado pela Colin Higgins Foundation, uma das organizações mais respeitadas no apoio a jovens LGBTQIAP+, promovendo o ativismo através do auxílio direto a comunidades vulneráveis e financiando projetos que combatem a discriminação.
Obras publicadas pela Magnética

Ensina-me a Viver
Publicado originalmente como roteiro e posteriormente como romance em 1971, Ensina-me a Viver é a obra-prima de Higgins. A trama acompanha Harold, um jovem rico e mórbido, e Maude, uma mulher de 79 anos com um espírito anárquico e vital. Lançado nos cinemas no mesmo ano sob direção de Hal Ashby, o filme tornou-se o exemplo definitivo de "clássico cult". Em 1997, foi selecionado para preservação no National Film Registry dos EUA por seu valor estético e cultural incomensurável.
Por que ler Colin Higgins?
Ler as obras de Colin Higgins é mergulhar em uma filosofia de liberdade. Suas histórias ensinam que a vida é uma oportunidade para a autenticidade, independentemente das pressões sociais. Para quem busca roteiros com diálogos afiados e uma visão de mundo esperançosa, mas nunca ingênua, Higgins é uma referência obrigatória.
"Eu sempre quis escrever sobre pessoas que são capazes de rir de si mesmas e das situações terríveis em que se encontram." — Colin Higgins, em entrevista ao The New York Times
Mais sobre o autor
Site da Fundação: colinhiggins.org